Sal
A Ilha do Sal, em Cabo-Verde, é um destino de praia. As longas extensões de areia branca a par das cristalinas águas turquesa são perfeitas para passar uns dias relaxado, apanhar sol e conjugar até com alguns desportos aquáticos.
Toda a ilha é muito ventosa, nessa zona da ilha especialmente sente-se muito o vento.
Os dias foram quase todos de sol, praia, alguma quizomba e mergulhos. Ficamos 7 dias, no terceiro fomos visitar a ilha num tour de meio-dia.
Um mini vans veio buscar-nos ao hotel, e fomos até à cidade de Palmeira, uma vila bem pequena atualmente onde fica o porto de mercadorias da ilha, paramos para ver de perto o dia-a-dia do cabo-verdiano.
Um mini vans veio buscar-nos ao hotel, e fomos até à cidade de Palmeira, uma vila bem pequena atualmente onde fica o porto de mercadorias da ilha, paramos para ver de perto o dia-a-dia do cabo-verdiano.
Passamos por escolas, lojas de comércio tradicional, percorremos o centro onde contactamos com as crianças a caminho da escola, daí fomos até as salinas de pedra de lume. Um sítio onde se paga 5 euros para entrar. Já do cimo do vulcão, o contraste da paisagem agreste com o mar como fundo, proporcionam uma vista deslumbrante da ilha. As salinas estão dentro da cratera do antigo vulcão que deu nome à ilha.
A entrada é feita por uma passagem escavada na rocha da autoria dos antigos donos portugueses, próximo dessa entrada existem uns teleféricos de madeira, destruídos e velhos, que traziam o sal para o exterior onde era processado, a meados do seculo XVIII onde a exploração do sal era muito valiosa para a ilha, sendo a sua principal fonte económica.
As salinas surgem porque as águas do mar se infiltram dentro da cratera e mais tarde com o calor, evaporam-se ficando o sal. A cratera tem vários quilómetros de largura e a sua profundidade em relação à entrada é impressionante. Em muitos sítios é possível tentar mergulhar, mas a elevada concentração de sal, impede as pessoas de irem ao fundo, permitindo-lhes flutuar sem qualquer esforço. A água é quente, muito quente e quanto mais fundo mais quente (cerca de 60º) mas à superfície completamente tolerável, morna.
Os locais afirmam que as suas águas têm elevadas propriedades benéficas. Secamos o sal no corpo e partimos para a buracona, um sítio muito bonito, criado pela natureza, com formações rochosas, que formam piscinas naturais pela da força do mar.
Partimos para terminar a aventura no meio do deserto, paramos para ver miragens, se nos colocássemos de joelhos, devido as ondas de calor era possível ver o mar a entrar pelo deserto, miragens inacreditáveis.
No dia seguinte, aproveitamos o facto do nosso hotel ficar muito próximo da cidade de Santa Maria, caminhando 15 minutos, para conhecer o centro, visitamos a igreja de nossa senhora das dores, e doamos a nossa roupa, bem como canetas. À noite regressamos, tínhamos combinado com o guia da excursão do dia anterior e fomos aprender a dançar quizomba no bar Calema.
Já nos últimos dias visitamos a duna do sal próximo do nosso hotel, o sítio eleito pelas tartarugas para desovarem.
E são estas as aventuras que se podem viver por terras irmãs.
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