Sal

A Ilha do Sal, em Cabo-Verde, é um destino de praia. As longas extensões de areia branca a par das cristalinas águas turquesa são perfeitas para passar uns dias relaxado, apanhar sol e conjugar até com alguns desportos aquáticos.
Para entrar no país é necessário visto, nós contratamos tudo pela agência. Quando chegamos ao aeroporto, estava uma mini vans que nos levou ao hotel Riu funaná próximo de Santa Maria, aproximadamente trinta minutos de caminho. Um resort estilo africano, com uma grande zona de piscinas e imensas atividades em regime de tudo incluído. O riu funaná está em fusão com o riu palace, apesar de este ter acesso interdito. Apesar de ser um hotel na linha da praia, grandes dunas tornam o caminho até à praia num passeio de 3 ou 4 minutos. A zona de praia com algumas palmeiras a tentar proteger do vento, é ainda pouco explorada e está pouco cuidada.
Toda a ilha é muito ventosa, nessa zona da ilha especialmente sente-se muito o vento.
Os dias foram quase todos de sol, praia, alguma quizomba e mergulhos. Ficamos 7 dias, no terceiro fomos visitar a ilha num tour de meio-dia.

Um mini vans veio buscar-nos ao hotel, e fomos até à cidade de Palmeira, uma vila bem pequena atualmente onde fica o porto de mercadorias da ilha, paramos para ver de perto o dia-a-dia do cabo-verdiano.
Passamos por escolas, lojas de comércio tradicional, percorremos o centro onde contactamos com as crianças a caminho da escola, daí fomos até as salinas de pedra de lume. Um sítio onde se paga 5 euros para entrar. Já do cimo do vulcão, o contraste da paisagem agreste com o mar como fundo, proporcionam uma vista deslumbrante da ilha. As salinas estão dentro da cratera do antigo vulcão que deu nome à ilha.
A entrada é feita por uma passagem escavada na rocha da autoria dos antigos donos portugueses, próximo dessa entrada existem uns teleféricos de madeira, destruídos e velhos, que traziam o sal para o exterior onde era processado, a meados do seculo XVIII onde a exploração do sal era muito valiosa para a ilha, sendo a sua principal fonte económica.
As salinas surgem porque as águas do mar se infiltram dentro da cratera e mais tarde com o calor, evaporam-se ficando o sal. A cratera tem vários quilómetros de largura e a sua profundidade em relação à entrada é impressionante. Em muitos sítios é possível tentar mergulhar, mas a elevada concentração de sal, impede as pessoas de irem ao fundo, permitindo-lhes flutuar sem qualquer esforço. A água é quente, muito quente e quanto mais fundo mais quente (cerca de 60º) mas à superfície completamente tolerável, morna.
Os locais afirmam que as suas águas têm elevadas propriedades benéficas. Secamos o sal no corpo e partimos para a buracona, um sítio muito bonito, criado pela natureza, com formações rochosas, que formam piscinas naturais pela da força do mar.
Um pouco mais à frente tem o olho d’agua, uma caverna sub-aquática de vários metros de profundidade na qual os raios de sol incidem pelas 11h formando um lindo e idílico olho azul, um verdadeiro fenómeno da natureza.
Partimos para terminar a aventura no meio do deserto, paramos para ver miragens, se nos colocássemos de joelhos, devido as ondas de calor era possível ver o mar a entrar pelo deserto, miragens inacreditáveis.
Regressamos ao hotel na hora de almoço. Foi um dia bem passado.
No dia seguinte, aproveitamos o facto do nosso hotel ficar muito próximo da cidade de Santa Maria, caminhando 15 minutos, para conhecer o centro, visitamos a igreja de nossa senhora das dores, e doamos a nossa roupa, bem como canetas. À noite regressamos, tínhamos combinado com o guia da excursão do dia anterior e fomos aprender a dançar quizomba no bar Calema.
Nos dias seguintes aproveitamos a proximidade com Santa Maria, e passamos algumas manhas na praia próxima do pontão. O pontão é um passadiço de madeira mar a dentro, muito concorrido até pelos turistas que vão satisfazer a curiosidade, de ver pescar com um anzol agarrado a uma garrafa e gente a amanhar peixe com facas rudimentares e até à mão.
A praia próxima do pontão é um pouco mais resguardada, com muito ambiente, várias escolas de kite surf, mas menos ventosa que a praia em frente ao riu.
Já nos últimos dias visitamos a duna do sal próximo do nosso hotel, o sítio eleito pelas tartarugas para desovarem.
E são estas as aventuras que se podem viver por terras irmãs.







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