Tanzania
03-julho
06:30-Porto-Madrid 08:30 01291.060
Aproveitamos a manhã para passear por Madrid, deixamos as malas num cacifo do supermercado em frente do centro comercial Príncipe Pío. Antes da hora de almoço recolhemos as malas e fomos para a Plaza de Espanha onde almoçamos com a Elena, saudades de Madrid, do 40º à sombra, das pessoas, da vida. No final de almoço fomos a Sol trocar o dinheiro 1 euro-1.054 $.
21:40 Apanhamos o voo Madrid-Ethiopia, chegamos às 07:30 a Addis Ababa às 11:30 partimos para Dar Es Salaam, chegamos às 15:30 mas ainda demoramos imenso tempo com as burocracias de imigração. Pagamos 50$ de visa e esperamos a impressão do visto nos passaportes, pelo menos meia hora.
Aterradas de vez no aeroporto, procuramos o Mr. Petter, mas como não tínhamos ninguém na porta de embarque, ligamos-lhe. Ele tinha entendido mal a hora de chegada, mas facilmente resolveu o problema, para não ficarmos sozinhas pediu a uma amiga para vir lanchar connosco, a Miss Winnie. Entretanto trocamos 20 euros para shillings =45200 TZS.
Ficamos três horas à conversa sobre a cultura da Tanzânia, até que chegou o Mr. Petter e partimos rumo a uma das grandes aventuras desta viagem. Demoramos mais de uma hora a sair da azáfama da cidade, fomos a casa de uns amigos dele, trocar de carro para um jipe digno de safari e compramos bananas pelo caminho (200 shillings).
Chegamos a Mikumi à 01h, demoramos cerca de seis horas, pelo meio da montanha, estávamos exaustas. O jantar estava incluído no safari, junto com o Mr. Petter paramos num restaurante local onde nos serviram arroz com carne e água engarrafada, não havia luz, não se conseguia ver o prato, mas a fome ajudou a não pensar nas condições em que tinha sido confeccionado.
Depois de jantar fomos para o Mikumi resort, um sítio perdido no meio da natureza, de muito difícil acesso, com estradas em terra batida, bem escondido. Apesar do adiantado da hora, após uma buzinadela, o grande portão de metal abriu-se e deparamo-nos com um sítio bonito e limpo. Ficamos numa suíte simples, com pequeno-almoço incluído.
05-06
Acordamos às 07:15 tomamos um banho quente, em água cor de barro e fomos espreitar o pequeno-almoço. Numa pequena sala vazia deram-nos a escolher entre duas ou três opções, optamos por claras fritas, duas fatias de pão tostadas com geleia e café. Às 9h o Mr. Petter chegou para o início da aventura.
O Mikumi National Park era mesmo ao lado do hotel, e no caminho já se podiam ver pássaros de todas as cores, inúmeros macacos a correr pelas ruas, veados e as encantadoras girafas.
Fizemos o check-in, preenchemos uns papéis de seguro, o Mr. Petter efetuou os pagamentos e começamos os trilhos na 4x4 de tejadilho aberto, respirando o cheiro a savana, sentindo o silêncio de quem busca um tesouro.
Assim foi toda a manhã, deslumbrando-nos com a natureza, parando em recantos, lagos, colinas, fotografando os animais e passeando.
Paramos para almoçar no restaurante do lodge, haviam duas opções para o almoço; frango com arroz e arroz com carne. Almoçamos tranquilamente e voltamos à aventura.
Depois de almoço o calor era muito forte e não era fácil encontrar animais, estes procuravam a sombra e os esconderijos.
Por volta das 16h terminamos o safari e partimos rumo a Dar Es Salaam. Chegamos ao Livingstone hotel às 21h, o Mr. Petter deixou-nos mesmo à porta, oferecemos-lhe uma pequena gorjeta de 10 euros.
Fizemos o check-in e fomos cautelosamente explorar as escuras ruas próximo ao hotel, a ideia era encontrar um lugar simples, limpo e com boa aparência para jantar, mas entre a imensidão de pessoas pelas ruas, sentadas, a conversar, a vender, motas, carros por todo o lado, resolvemos regressar e comer no restaurante do hotel (Noodles de vegetais e arroz com frango; 17000 shillings).
06-07
Acordamos cedo, o Livingstone ficava numa zona Muçulmana e desde que nasceu o sol ouvia-se música e festa a alto volume, o que impossibilitava até os mais cansados de dormir. Tomamos uma banhoca e fomos tomar o pequeno-almoço no rooftop do hotel, que tinha uma vista esplêndida da caótica cidade. Duas fatias de pão, corn flakes, café e uma omolete de claras.
Partimos à descoberta da cidade, oferecemos chocolates e canetas aos meninos que encontramos pelas ruas. A miséria sente-se em todo o lado, apesar das dez da manhã, o calor já se sentia forte, o peso da mochila, o cheiro do lixo espalhado pelas ruas, misturado com o cheiro a comida dos inúmeros restaurantes , fez dos quinze minutos de caminho, um percurso duro.
Chegamos ao porto por volta das 11h procurámos a companhia Azam que nos tinha aconselhado o Mr. Petter, mas já não havia lugares económicos tivemos que comprar o barco das 13h, passamos as malas pela zona de segurança, e aguardamos numa sala de espera, onde petiscamos algo.
Pagamos 35 + 35 dólares ida de Dar Es Salaam até Zanzibar.
Apanhamos o barco por volta das 12h, conseguimos entrar no barco às 11h, que já estava atrasado, sem que reparassem na hora do nosso barco, e como éramos “brancas” ainda nos sentamos na zona de executivo sem problema, chegamos a Zanzibar às 14h.
Uma viagem tranquila, com alguma ondulação, um frio tremendo porque o ar condicionado estava no máximo, mas que se fez bem.
No porto de Zanzibar ainda demoramos para desembarcar. O controle de segurança fazia cada passageiro abrir a sua mochila, era uma tremenda confusão, entre mochilas, mercadoria, sacas com animais e muita gente a atropelar-se.
Quando pisamos terra estava o Mr. Daud com um Suzuki branquinho, para mais uma aventura por terras africanas. Pagamos 190 dólares =171 euros por 6 dias de aluguer mais duas licenças de condução em zanzibar.
Em cinco minutos, explicou-nos como se conduz ao contrário, num mundo sem regras, num 4x4 com volante à esquerda e acompanhou-nos a trocar dinheiro para colocar gasóleo. Trocamos 100 euros=235000 shillings. Colocamos 46513 shillings e enchemos o depósito.
Conduzimos pelas loucas ruas do centro da cidade, algumas em construção, outras em terra batida, sem informações, repletas de pessoas, animais e crianças.
O destino era Michamvi, orientadas por um mapa em folha A4, fomos devagar e cautelosamente. Paramos para comprar bananas numa banca que encontramos pelo caminho, um cacho de bananas 2000 shillings.
Saímos do centro às 15:30 e chegamos a Michamvi por volta das 17:30.
Chegamos ao Kae Funk fizemos o check-in, guardamos as mochilas e contemplamos a privilegiada vista mar desde do nosso quarto privado, num bungalow no meio da natureza.
Vestimos o biquíni e fomos dar o primeiro mergulho do ano e contemplar o brilho do pôr-do-sol, acompanhado de uma cerveja e uma água de coco. 10000 shillings. Jantamos no restaurante do hotel 37000 shillings.
07-07
Acordamos cedo, tomamos um pequeno-almoço maravilhoso; spanish omelete, salada de fruta e pão tostado e em seguida fomos até à praia.
A maré baixa durante a manhã tornava a praia deserta, descansamos num baloiço, relaxamos ao sol mas como não podíamos aproveitar o mar, decidimos ir às compras antes do nosso almoço no famoso The Rock. Compramos sortido de fruta nas barraquinhas da rua 2750 shillings.
O The rock foi uma agradável surpresa, um restaurante pitoresco, rodeado de mar azul celeste, ficamos sentadas numa mesinha mesmo ao pé da varanda, que tinha uma vista deslumbrante, tiramos fotos, e desfrutamos. Comemos uma massinha de sabor a mar 41 dólares.
Passeamos pela praia, tiramos fotos com os samurais e regressamos ao Kae Funk.
Passamos a tarde na praia a brincar com as crianças locais, a dar aulas de inglês e mergulhos no mar. Acompanhamos o pôr-do-sol com cerveja e amendoins 5000 shillings e jantamos no Kae Funk 40000 shillings.
08-07
Acordamos cedo novamente para aproveitar a manhã de praia, a maré continuava vazia mas o azul do céu confundia-se com o azul do mar e o calor seco tornava a manhã maravilhosa. Almoçamos no restaurante da praia ao lado, uma cabana em plena areia, com as ondas à porta e menu do dia por 33000 shillings. O dia continuou a ser de praia, descanso, passeios, mergulhos, amendoins e cerveja.
Nessa noite fomos jantar com o Ângelo e a Jôca a um restaurante italiano em Jambiani, comemos uma degustação de massas e pizza 45500 shillings.
Ficamos tempos a satisfazer a curiosidade sobre a cultura da Tanzânia e a vida em Zanzibar, curiosa a África. Fomos até a discoteca Coco Blue pagamos um bilhete com dólares, outro com euros, (10+10) com direito a uma bebida. Uma discoteca na areia, com boa pinta, uma mega piscina, gente bem vestida e música europeia. Atuava um cantor conhecido na Tanzânia, não ficamos muito tempo, regressamos ao hotel para o merecido descanso depois de um dia em grande.
09-07
Último dia do Kae Funk, acordamos cedo para aproveitar todos os minutos, tomamos o pequeno-almoço e fizemos o check out (215,47 euros). Partimos no nosso Suzuki, rumo a Pwani Mchangani (Emerald Dream of Zanzibar). Paramos numa gasolineira e colocamos mais 10000 shillings, entre ruas enormes sem indicações, caminhos de terra batida, seguindo um pequeno mapa, fomos parando conversando com as pessoas, sorrindo, entregando t-shirts e toda a roupa que tínhamos nas mochilas.
Chegamos ao hotel por volta das 11h, fizemos o check-in e fomos para a piscina aproveitar o sol. O Emerald era um hotel cinco estrelas, um paraíso perdido no meio da pobreza, com uma vista inacreditável sobre o mar.
A saída que separava a praia pública do hotel estava repleta de vendedores locais, que tentam vender uma vasta gama de lembranças.
O dia foi calmo a relaxar na piscina, escolhemos o Fusion restaurante para jantar mas quando vimos que o menu do restaurante principal era seafood, com uma festa árabe, decidimos juntar-nos à festa. Marisco, marisco e mais marisco, foi a ementa. Às 23h vimos o espectáculo e fomos descansar, meia hora antes da meia-noite batem à nossa porta para nos entregar fruta e sandes, diziam que era um mimo de check-out, e insistiram tanto para ficarmos com a comida que não quisemos fazer a desfeita.
10-07
Acordamos cedo, colocamos as mochilas na mala do carro e fomos fazer o check out, pagamos 5000 shillings taxa por duas pessoas (ou 1 dólar por pessoa) uma taxa turística obrigatória. Mas ficamos todo o dia no hotel porque ficamos com a pulseira do tudo incluído.
Aproveitamos o dia maravilhoso para sair do hotel e dar um grande passeio pela praia, apesar da maré baixa,não era preciso caminhar muito para termos profundidade, aproveitamos para nadar e viver o momento. Passeamos sempre acompanhadas pelos inúmeros Masais importunamente que fazem questão de conversar ou tentar vender algo feito por eles.
Regressamos ao hotel, almoçamos e aproveitamos o sol. Depois de almoço fomos ver os corais mar adentro… como a maré estava no máximo de vaza caminhámos quilômetros com a água pelos joelhos, um mar azul e verde-claro, tão translúcido, onde se podíamos ver corais, peixes e ouriços, de várias cores e formas.
O contraste do escuro das algas, com o brilho do sol, o azul do mar, tornavam a paisagem indescritível. Caminhava-se, caminhava-se quase até ao fim da linha do mar.
Passamos a tarde no hotel, lanchamos e jantamos e só no final é que fomos até ao Waikiki, o hotel ao lado. (3 km)
Como de noite não há luz nas ruas era impossível ver a entrada do hotel, percorremos a rua principal várias vezes, só depois de algumas voltas, e com alguma ajuda, é que encontramos o caminho. Um hotel de 4 estrelas com aspecto de hostel, fizemos o check-in e fomos tomar a merecida banhoca quentinha do dia para recarregar energias para ver Portugal-França.
11-07
Acordamos cedo a ideia era fazer o check-out o mais rápido e cedo possível e regressar ao dream, mas antes disso fomos apenas ver a praia e ficamos maravilhadas.
Um lugar tranquilo, como era um hotel simples, e mais económico, os nativos não vinham incomodar os turistas, cada um na sua vida, passavam, falavam, mas não eram chatos, um mar azul céu inacreditável, era impossível ir embora.
Tomamos o pequeno-almoço rápido rápido, porque não era nada bom e fomos a voar colocar umas cadeiras de praia mesmo à orla do mar. E aí estava o paraíso. Nadei como nunca, sentamos na areia, relaxamos e aproveitamos o melhor momento de praia de todas as férias.
Por volta da hora de almoço fizemos o check-out e fomos para o Dream of Zanzibar. Estacionamos o nosso Suzuki, fizemos o check-in e regressamos ao tudo incluído. Fomos almoçar e passeamos. Jantamos no DOMA, o restaurante africano.
12-07
Acordamos super cedo para aproveitar o último dia de praia. Depois do pequeno almoço fomos passear pela praia e aproveitar para os últimos mergulhos no oceano índico. Almoçamos e partimos para Zanzibar town(13:20). Pagamos 2€ de taxa de resort.
Uma hora de caminho pela google maps, entre as paragens polícia, para verificar se sabíamos apitar, se tinhamos os documentos, se sabíamos para onde íamos, enfim… bem à moda africana e claro vacas, imensos carros, bicicletas, pessoas a pé, chegamos a Zanzibar às 14:30.
Tentamos usar o GPS offline para chegar ao Al Minar mas havia imenso trânsito e o gps só encontrava um caminho que estava fechado por um polícia. Explicamos com um sorriso que só conhecíamos aquele caminho e ele abriu-nos a deu-nos autorização para ir por uma rua em contra mão! Uma confusão, porque todos os restantes condutores nos apitavam e nos tentavam informar que aquela rua era sentido único, mas o senhor polícia tinha-nos dado autorização! Mas o certo é que mesmo em contra-mão, numa rua com só um sentido não conseguimos chegar ao hotel, porque as ruas estavam fechadas para obras!
Ligamos ao Mr. Daud, que nos encontrou através das coordenadas gps, restituiu-nos os 50 euros de fiança e pediu-nos uma simpática gorjeta pela ajuda.(1200 shillings)
Fomos a caminhar até ao Al-Minar, um hotel a dez minutos do porto, simples mas confortável. fizemos o check-in tomamos uma banhoca e fomos rumo à descoberta da cidade. Trocamos 10€=11$e 40€=96200 shillings.
Juntamos os 10$ aos 60$ para a viagem de barco do dia seguinte e com o restante dinheiro fomos comprar algumas lembranças nos mercados tradicionais. Compramos dois imans 8000 shillings e jantamos num italiano 21500 shillings.
Fomos cedo para o hotel, durante a noite e sem luz era complicado andar a pé pela cidade.
13-07
Acordamos bem cedo, fizemos o check out e tivemos de pagar o hotel porque a reserva pela booking não estava paga, pagamos 70€ e 6500 em shillings. Tomamos o pequeno almoço no hotel e fomos a pé até ao porto. Compramos os bilhetes para o kilimanjaro boat 70$ (35$ por pessoa) para o horário das 9:30.
Voltamos a preencher o papel da imigração e esperamos pelo barco. Chegamos a Dar Es Salaam às 11:30, apanhamos um táxi próximo do porto em direcção ao aeroporto. (30000 shillings)
Chegamos ao aeroporto às 13h, almoçamos 38000 shillings e apanhamos o voo de regresso a casa, cheias de magia e brilho nos olhos depois de uma aventura tão especial.
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