Phi Phi

Nono dia de aventura tomamos o pequeno-almoço e fomos a caminhar até Nopparatara Pier a 1km aproximadamente do nosso hotel, demoramos 30 minutos, aí apanhamos o barco Ao Nang Princess que nos levou rumo às ilhas Phi Phi, um barco grande, confortável cheio de turistas, a viagem durou aproximadamente uma hora e meia.
As ilhas Phi Phi integram um conjunto de ilhas paradisíacas Phi Phi Ley, Phi Phi Don , Bida Nok, Bida Noi, e Bamboo Island. A primeira é a maior a única habitável, a segunda a mais visitada devido as suas preciosas praias, e as restantes são apenas grandes rochas calcárias que se projetam no mar. Para entrar em Phi Phi Ley tivemos de pagar (40BTH) porque estas ilhas gozam de proteção ambiental por se integrarem no Parque Nacional Phi Phi-Hat Nopparat.
O nosso hotel era muito central a poucos minutos a pé do porto, Phi Phi hotel. Um hotel simples, reconstruído, e pouco confortável. Foi um dos mais caros ao longo destes dias e talvez o pior. Pousamos as malas e partimos à descoberta impulsiva da beleza de um dos lugares mais famosos do mundo.
Ko Phi Phi foi devastada pelo tsunami do Oceano Índico em Dezembro de 2004, e ainda existem sinais de destruição por todas as partes, a maior parte dos sítios foram reconstruídos mas todos eles mantêm infraestruturas simples, descuidadas e pouco confortáveis.
Almoçamos num restaurante tailandês, os noodles foram mais uma vez a nossa eleição, bom e barato era uma boa opção para recuperar energia.
A tarde foi calma, aproveitando o sol na Loh Galun Bay onde sentimos a nossa primeira chuva tropical desta viagem. As chuvas tropicais chegam e rapidamente inundam as ruas, os restaurantes, as lojas, os hotéis e esvaziam as praias… Refrescam a ilha, tornam os caminhos inacessíveis, inundam os sítios, mas não param a energia das pessoas que vivem e trabalham com a mesma normalidade, como se de uma brisa de vento se tratasse e a verdade é que o enorme sol rapidamente estabelece a sua posição e enche a ilha com uma magica luz e cheiro indescritível.
Anoitece cedo neste país e a escassez de luz nesta ilha obriga a que se saia cedo para jantar, o calor da terra quente, o perfume dos turistas e o cheiro a peixe e marisco caraterizam as ruas cheias de gente que vendem os frutos do seu trabalho durante o dia.

O décimo dia começa bem cedo com um pequeno-almoço que não há palavras para descrever de tão fraco que era, e uma longa caminhada seguindo as indicações "Tsunami evacuation rote" até chegar ao início do ponto mais alto da ilha o View Point a 186 metros acima do nível do mar, o único lugar seguro para a população em caso de um alerta de tsunami. Pagamos (40BTH) um preço simbólico para ajudar a manter o local e partimos rumo ao nosso destino. 
A ideia inicial era ter acordado cedinho para ver o nascer do sol, mas o merecido descanso do guerreiro e o bom senso fez-nos mudar de ideias, para aguentar com energia os restantes dias, decidimos acreditar que a luz das primeiras horas da manhã teria de ser igualmente bonita num lugar que prometia tanto.
A primeira parte do caminho foi a mais difícil, com uma subida vertical de 300m, que inclui centenas de degraus íngremes e trilhas sinuosas pelo meio da selva, caminhamos pelo menos 30 minutos com um calor incalculável, por entre árvores, mosquitos e flores exóticas até que chegamos à vista do topo, que é sem dúvida incrível!

A descida tinha tudo para ser mais tranquila, como ainda era bem cedo, haviam poucos turistas, íamos descontraídas ainda estonteantes com a beleza da natureza, quando de repente fomos atacadas por dois macacos que certamente se assustaram connosco ou simplesmente não gostaram da nossa presença, um momento assustador, tentamos enfrentá-los, sacudindo-os com uma pequena mochila, e eles afastaram-se, corremos bem rápido para uma outra quelha que nos levava rumo a outro caminho e cautelosamente escapamos, com um susto de morte, do que poderia ter sido uma dor de cabeça se tivéssemos sido mordidas por estes tão anti sociais macacos.
Depois desta aventura, ainda pouco recuperadas, dando valor à vida descemos com alguma rapidez rumo às águas quentes da Long Bay. Quando chegamos ao centro da ilha nem podíamos acreditar nesta odisseia, paramos, respiramos fundo, rimos, choramos, fomos comprar comida e bebida fresca, umas longas fatias de pizza mataram-nos a fome e um doce ananás descascado repôs-nos a energia.
O resto do dia foi de sol e praia.


O nosso décimo primeiro dia nasceu chuvoso, tomamos o pequeno-almoço e aproveitamos a manhã para explorar o hotel, e procurar a melhor opção para visitar Phi Phi Ley a tão famosa ilha paradisíaca das Phi Phi.
Como o tempo estava chuvoso as excursões não arriscavam cruzar o oceano, porque a ondulação estava perigosa, acabamos por passar a manhã no hotel. 
O sol e o calor apareceram depois de almoço, e decidimos que seria a nossa oportunidade para conhecer uma das mais belas praias da Ásia, talvez do mundo a Maya Bay. Como os preços eram negociados apenas para meio-dia de excursão, decidimos ir pelo mais tradicional e económico que eram os famosos Long Boat´s. (800BTH mais 200 BTH para entrar em Phi Phi Ley) 
Partimos num barco longo de madeira de proa colorida rumo a Phi Phi Ley, começamos por visitar a Monkey Beach uma pequena praia deserta de areia branca. À primeira impressão um pequeno paraíso, colonizado por antipáticos macacos ansiosos pela chegada dos turistas para comerem e fazerem diabruras. Ficamos pouco tempo, o suficiente para que algumas famílias de macacos nos roubassem uns sumos e alguma comida e mostrassem o ar da sua graça.
De novo rumo ao nosso principal destino, cruzar a Loh Dalam Bay foi a tarefa mais difícil do nosso condutor, a ondulação do oceano índico era suficiente para agitar a pequena canoa e parte das ondas teimavam em entrar dentro do barco, o condutor conduzia de forma arriscada e algum medo surgia.
O céu começou a ficar cinzento e rapidamente a chuva veio para ficar, a viagem estava a ser desagradável e a vontade de alguns já era dar meia volta e regressar a Phi Phi Don, mas para o condutor chegar a salvo a Maya Bay era uma missão possível.
Com a chuva a fazer-se sentir e com alguma água nos pés, paramos no meio do oceano para ver a Viking Cove, uma atração turística pela sua beleza e história, segundo o nosso guia. A caverna tem 3,2 quilômetros quadrados e recebeu o seu nome devido aos desenhos de navios Viking´s nas paredes da caverna, os habitantes da caverna acenaram de felicidade com a nossa chegada e claro, alegraram o barco apesar do temporal.
Após mais de uma hora de caminho o pequeno barco parou no meio do oceano e explicaram-nos que tínhamos que ir a nado, a ondulação era muito forte o barco não podia contornar a Phi Phi Ley até chegar a Maya Bay. A única forma de chegar seria ir a nado até uma rocha enorme e aí com ajuda de umas cordas subir a escorregadia rocha até uns degraus de corda e madeira que a pique com o oceano nos levariam a cruzar o parque nacional até chegar ao destino. Não haviam outras opções e ficar no barco parecia a escolha mais arriscada.
Colocamos os coletes e nadamos ao ritmo das enormes ondas que nos arrastavam contra a enorme rocha, o condutor nadava como um peixe, levava os mais aflitos às costas, ajudava as pessoas a subir as escadas, colocava o corpo para proteger as pessoas do embate na rocha, incansável, um homem com uma experiência de mar invejável. Apesar da sua confiança e ajuda foi difícil chegar ao topo da rocha, as pernas tremiam o corpo queixava-se e a maior parte dos turistas não conseguiam esconder a cara de medo e o olhar incrédulo.
Cruzamos o Hat Noppharat Thara - Mu Ko Phi Phi National Park descalços, cansados e com alguns arranhões, mas em frente tínhamos a Maya bay uma longa praia de areia branca e água azul-turquesa, que depois de tanto sacrifício já não tinha a mesma beleza, mesmo com alguns raios de sol a brilhar. Chegamos e deitamo-nos na areia, tiramos algumas fotos e descontraímos de toda esta aventura.
Regressamos ao barco a nado novamente, à nossa espera tínhamos ananás descascado e melancia, e que bem que soube. O mar já não estava tão agitado, as nuvens cinzentas alertavam que a chuva viria em breve, mas apesar disso paramos no meio do oceano para fazer snorking. O fundo do mar era surpreendente, as águas claras permitem ver claramente a variação incrível de corais, fauna e flora marítima.
De volta ao barco, rapidamente estávamos de volta a Phi Phi Don são e salvas, felizes e com mais uma aventura para contar.
O final de dia deu direito a um jantarinho caprichado.

Após o pequeno-almoço o décimo segundo dia ditava o fim de tanta aventura nesta misteriosa ilha, às nove horas apanhamos o barco para Phuket.

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