Punta Cana






Encontrar algo distinto e económico era a prioridade para este verão. Não é fácil conciliar praia, festa e preços à medida. Punta Cana surge do nada, como um dos destinos mais económicos e diferentes.
E porque quando se viaja, se viaja três vezes, há que saber eleger onde ir.
Buscamos o destino, procuramos preços, conciliámos os nossos objectivos com as características e cultura do país. Lemos e sonhamos com o que à partida gostávamos de encontrar nesse sítio e aqui está a primeira viajem.
A segunda viagem torna-se um pouco mais verídica porque vamos com mala e aterramos no aeroporto. Chegamos ao destino, e muita coisa já nos é familiar, já procuramos o que queremos encontrar e até nos surpreendemos com as imagens que observamos dos mesmos sítios, pois vistos pelos nossos olhos, têm uma magia e beleza bem diferente.
Mas viajamos uma vez mais quando já de volta a casa, não paramos de pensar e sonhar com o que vivemos. Damos por nós a rir-nos sozinhos, pois o pensamento continua lá e aqui está a terceira viagem. Continuamos a sentir-nos nesse sítio, devaneamos pelas ruas, recordamos as paisagens, pessoas, amizades, o que aprendemos, as diferenças, os momentos especiais, e até o menos bom conseguimos ver de outra forma.
Sol, praia e festa era a essência dos nossos dias quentes de verão tropical. O mar do Caribe têm uma luz que dá outra cor à vida, a paz das praias com água de coco debaixo de uma palmeira é qualquer coisa difícil de explicar.
Festa, diversão, aulas de dança, pessoas e actividades diferentes deram muita vida a esta maravilhosa experiência de ir sem grandes expectativas.
O cruzeiro a isla Saona foi outra boa surpresa, pintada de azul-turquesa e regada com Ron Dominicano, ali estava uma ilha paradisíaca, animada por pessoas que dão toda a magia e vida a este sítio, foi dos momentos mais altos e uma experiência que jamais esquecerei. Nadar em piscinas naturais em pleno mar alto, com estrelas-do-mar na mão e Ron com coca-cola na boca foi a mescla mais estranha que já fiz na vida.
As aulas de Bachata que catastroficamente insistia que me entrassem nas veias, viciavam quem com atenção percebia que todo o mundo vive a dançar. E consegue-se ser bem feliz num país em que não existe stress e em que o calor aquece os corações de quem se deixa levar e se esquece que está de férias e que algum dia terá de regressar.


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